Sem avanço no isolamento, Porto Alegre pode ter lockdown na próxima semana, diz Marchezan

  • 17/07/2020
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Sem avanço no isolamento, Porto Alegre pode ter lockdown na próxima semana, diz Marchezan

Na manhã desta sexta-feira, a ocupação de leitos na Capital ultrapassou o índice considerado intermediário no plano de contenção da pandemia

Após ouvir de gestores de hospitais que há pouca margem para novas ampliações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Porto Alegre, em reunião realizada nesta sexta-feira, o prefeito Nelson Marchezan admitiu a possibilidade de a Capital adotar um lockdown nos próximos dias caso o índice de isolamento social não aumente e force uma diminuição no ritmo de internações de pacientes graves.

Marchezan argumentou que a maior parte dos administradores de hospitais informaram estar “no limite” do atendimento, com dificuldades para conseguir novos profissionais de saúde habilitados, equipamentos e medicamentos a exemplo de anestésicos. Isso poderia exigir a imposição de medidas ainda mais rigorosas de restrição à circulação “na semana que vem”.

— Infelizmente, só o que nos resta é buscar que cada um faça um esforço individual para que a gente diminua a circulação e a demanda por leitos ou que a gente adote, com a colaboração de todos, durante a semana que vem, se o nosso isolamento não prosperar, um lockdown — afirmou o prefeito quase ao final da live iniciada pouco depois das 17h.

A intenção da administração municipal é adotar essa medida com uma mínima base de apoio social, incluindo população, imprensa e representantes do empresariado. Por isso, na reunião com os gestores hospitalares, pediu que eles ajudem a conscientizar as pessoas sobre a gravidade do atual estágio da pandemia. Em seguida, se reuniu com líderes de entidades empresariais para detalhar a situação e preparar caminho para um eventual lockdown.

A avaliação é de que não há como continuar acompanhando o ritmo de hospitalizações pelo coronavírus desde que a covid-19 ganhou força na primeira quinzena de junho — mesmo com um acréscimo superior a 220 vagas de terapia intensiva em comparação ao começo da pandemia no Estado. Nesta sexta, havia 748 leitos operacionais na cidade, contra 525 disponíveis no final de março. Segundo Marchezan, Porto Alegre é hoje a segunda capital com maior proporção de vagas de UTI por habitante.

O problema é que, apenas ao longo da última semana, o avanço na demanda por UTIs foi de 24% em um cenário já sobrecarregado. Na tarde de sexta, havia um número recorde de 260 pessoas com covid-19 sob tratamento intensivo, e em meio a uma ocupação geral de 88,8%. Essa quantidade de pacientes com exame positivo superou o teto intermediário de 255 leitos previstos para covid no plano de contingência do município, e projeções indicam que o limite máximo de 383 pode ser ultrapassado no dia 30 de julho se a atual velocidade do vírus se mantiver (veja gráfico).

No momento, mesmo sob a vigência de decretos que restringiram o funcionamento de setores econômicos como comércio e indústria, além de impor limitações à circulação como o bloqueio de parques e de parte dos vales-transporte, o índice de isolamento entre a população segue em patamares insuficientes para cortar as linhas de transmissão do coronavírus.

A taxa de isolamento em Porto Alegre ficou em 47,8% na quinta-feira, enquanto a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) entende que o mínimo necessário para reduzir a velocidade de contágio seria 55%.

Marchezan argumentou que a situação atual justifica o veto ao clássico Gre-Nal marcado para a próxima quarta-feira (22).

— É por isso que tivemos de dizer não à realização dos jogos do Campeonato Gaúcho em Porto Alegre. Qual cidade gaúcha ou brasileira não iria gostar de ter um Gre-Nal no seu território? Mas essa não é uma mensagem adequada ou respeitosa à situação que nós estamos impondo aos profissionais da saúde e a todos os trabalhadores e empresários da cidade — disse o prefeito.

Marchezan fez ainda um apelo para que as pessoas fiquem em casa o máximo possível:

— Ou diminuímos a circulação a ponto de conter a proliferação do vírus, ou os médicos terão de decidir quem vai viver e quem vai morrer.

Fonte: GauchaZH e Prefeitura de Porto Alegre


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